Resenha: Hibisco Roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie

08:00

Olá, ramigos! Aqui está a coisa mais legal das minhas últimas semanas. Apesar de estar meio - totalmente - parada nas leituras atualmente, eu realmente pretendia compartilhar essa leitura que fiz mês passado com vocês.

Não tem como falar da história do livro e não puxar pra história de vida dessa autora. Eu já falei dela neste post aqui, comentando sobre feminismo.
A Chimamanda é nigeriana, tem quase 40 anos (não parece, né?) e pra mim, já tá mais que consagrada como grande escritora. As temáticas dos seus livros sempre envolvem mulheres fortes, focando a cultura repreensiva contra a minoria que ela representa.
Definitivamente eu farei um post melhor sobre a história da Chimamanda, porque existe muito, muito, a se falar dela. Exemplo meexxxmo.
Enfim, vamos ao que interessa. Esse livro foi o romance de estreia da Chimamanda. A história é contada em primeira pessoa, a personagem Kambili fala de sua família e as mudanças que ocorreram na sua vida inesperadamente.

Kambili é de uma família privilegiada na Nigéria. Assim como o irmão e a mãe, todos eles obedecem fielmente às ordens do patriarca. E poderia ser uma história qualquer, mas o pai de Kambili, Eugene, além de ser um homem rico, poderoso, cheio de amigos e influência, também é um religioso fanático. Sua devoção ao catolicismo é tanta que ele pune sua família com castigos físicos caso eles ajam de forma próxima ao que ele considera pecado.

O que me chamou atenção é que ainda que o pai seja "escroto" como é, Kambili não deixa de querer agradá-lo, de ter medo de decepcioná-lo. Acho que ela entende que o pai tem uma patologia, e também, claro, não se pode negar o amor que ele tem por ele.

A história começa a se tornar diferente a partir do momento que a irmã de seu pai, Tia Ifeoma, começa a conseguir mais contato com seus sobrinhos. Apesar da riqueza de Eugene - ele é um grande empresário, dono de fábrica de alimentos e de um jornal conhecido pelo destemor a repressões -, Ifeoma é de uma pobreza comum a maioria das famílias da Nigéria. Casa simples, comida simples, pouca água encanada, etc. 
Eugene não deixa que os filhos tenham muito contato com sua própria irmã e seu próprio pai. E Tia Ifeoma não aceita dinheiro do irmão e não se atreve a pedir porque não quer seguir todos os "requisitos" do irmão. Eugene poderia manter toda a família da irmã, mas para isso, ela não deveria, por exemplo, jamais falar com o próprio pai - que não aderiu ao catolicismo.

Sempre criada cheia de disciplina, Kambili se surpreende com a vida da tia e dos seus primos. Ainda desprovidos do luxo e riqueza a que é acostumada em sua casa, Kambili descobre o que é o afeto e a liberdade de expressão. E pela primeira vez, ela começa a pensar na situação que vive com sua família. Kambili vai amadurecer, viver e finalmente entender que ela pode ter voz. Mas são mudanças tão pequenas e um abrir de olhos tão maravilhoso, que esse livro faz valer muito a pena. (Sem falar no final do livro, digno de vida real.)

Pra saber mais, vocês vão ter que ler. Fica a dica. Livro muito bom! <3 Todos do amo/sou feminismo vão adorar. :D

Depois eu vou falar mais sobre a Chimamanda e vocês vão cair de amores. Prometo. Beigox, ramigos.

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